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NO ÁLBUM DO ARTISTA LUÍS C. AMOÊDO |
Nos tempos idos... O alabastro, o mármore Reveste as formas desnuadas, mádidas De Vênus ou Friné. Nem um véu p’ra ocultar o seio trêmulo, Nem um tirso a velar a coxa pálida... O olhar não sonha... vê! Um dia o artista, num momento lúcido, Entre gazas de pedra a loura Aspásia Amoroso envolveu. Depois, surpreso!... viu-a inda mais lânguida... Sonhou mais doudo aquelas formas lúbricas... Mais nuas sob um véu. É o mistério do espírito... A modéstia É dos talentos reis a santa púrpura... Artista, és belo assim... Este santo pudor é só dos gênios! — Também o espaço esconde-se entre névoas... E no entanto é... sem fim! São Paulo, abril de 1868 |
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